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Ciência Florestal
Centro de Pesquisas Florestais - CEPEF, Departamento de Ciências Florestais - DCFL, Programa de Pós Graduação em Engenharia Florestal - PPGEF
ISSN: 0103-9954 EISSN: 1980-5098
Vol. 18, Num. 2, 2008, pp. 207-222

Ciência Florestal, Vol. 18, No. 2, 2008, pp. 207-222

FITOSSOCIOLOGIA DOS ESTRATOS ARBÓREO E DE REGENERAÇÃO NATURAL EM UM POVOAMENTO DE ACÁCIA-NEGRA (Acacia mearnsii De Wild.) NA REGIÃO DA FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL DO RIO GRANDE DO SUL

PHYTOSOCIOLOGY OF THE ARBOREAL AND NATURAL REGENERATIONSTRATA IN A BLACK-WATTLE (Acacia mearnsii De Wild.) PLANTATION IN THE REGION OF SEMIDECIDUIS SEASONAL FORESTS OF RIO GRANDE DO SUL

Silas Mochiutti1, Antonio R. Higa2, Augusto A. Simon3

1Engenheiro Agrônomo, Dr., Pesquisador da Embrapa Amapá, Rodovia Juscelino Kubitschek, km 5, Caixa Postal 10, CEP 68906-970, Macapá (AP). silasmochiutti@cpafap.embrapa.br
2Engenheiro Florestal, PhD., Professor do Departamento de Ciências Florestais, Escola de Florestas, Universidade Federal do Paraná, Rua Lothário Meissner, 3400, Jardim Botânico, Campus III, CEP 80210-170, Curitiba (PR). higa@ufpr.br
3Engenheiro Florestal, Técnico da TANAGRO, Empresa do Grupo TANAC S.A., Rua Torbjorn Weibull, 199, CEP 95780-000, Montenegro (RS) aasimon@tanac.com.br

Recebido para publicação em 5/06/2006 e aceito em 22/11/2007.

Code Number: cf08019

RESUMO

O presente estudo analisa a composição e a estrutura da regeneração de espécies nativas arbóreas em um povoamento de acácia-negra, estabelecido há 16 anos em área ripária, e verifica a possibilidade da acácia-negra constituir-se numa invasora desse ambiente. O estrato arbóreo (circunferência a 1,3 m de altura (CAP) ≥15 cm) foi avaliado em 12 parcelas de 100 m2, alocadas em quatro blocos perpendiculares a maior pendente da área. O estrato de regeneração natural (0,3 m de altura a CAP <15 cm) foi amostrado em duas subparcelas de 9 m2, demarcadas em vértices opostos de cada parcela. O estrato arbóreo apresentou 26 espécies de 14 famílias e o estrato de regeneração natural 49 espécies de 23 famílias. O índice de diversidade de Shannon para espécie, considerando as parcelas como um todo, foi de 2,60 e 3,06 para os estratos arbóreo e de regeneração natural respectivamente. Entre as espécies nativas, Casearia sylvestris, Myrsine lorentziana e Zanthoxylum petiolare apresentaram o maior valor de importância no estrato arbóreo e Faramea marginata, Myrsine lorentziana e Myrcia glabra a maior densidade no estrato de regeneração natural. As características ecológicas das espécies encontradas nos diversos estratos de altura indicaram que o processo de sucessão florestal está em evolução. A acácia-negra não se regenerou na área e as árvores plantadas estão em senescência, sendo encontradas somente cem plantas/ha, que representa apenas 4,5% da população original. Dessa forma, a acácia-negra não se constitui numa possível invasora desse ambiente.

Palavras-chaves: planta invasora; regeneração natural; estrutura; composição florística.

ABSTRACT

This study analyzes the structure and floristic composition of the regeneration of native forest species under black-wattle plantation, established 16 years ago in a riparian area, and it verifies the possibility of the black-wattle be considered an invasive species of this environment. The tree stratum (circumference at breast height (CBH) ≥15 cm) was evaluated in 12 plots of 100 m2, established in four blocks. The natural regeneration stratum (0.3 m height to <15 cm CBH) was evaluated in two subplots of 9 m2, established in opposite vertexes of each plot. The tree stratum was composed by 26 species of 14 families and the natural regeneration stratum by 49 species of 23 families. The Shannon diversity index for species, considering all plots, was 2.60 and 3.06 to the tree and natural regeneration strata, respectively. The native species,Casearia sylvestris, Myrsine lorentziana and Zanthoxylum petiolarepresented the larger importance value in the tree stratum and Faramea marginata, Myrsine lorentziana and Myrcia glabra the biggest density in the natural regeneration stratum. The ecological characteristics of the species found in several height strata indicated that the forest succession process is in evolution. The black-wattle did not regenerate in this area and the planted trees of this species are in the senescence phase. Only 100 tree/ha of black-wattle were found, which represents 4.5% of the original population. Thus, black-wattle is not an invasive species for this environment.

Keywords: invasive plant; regeneration; structure; floristic composition.

INTRODUÇÃO

A acácia-negra (Acacia mearnsii De Wild., Fabaceae) é cultivada, especialmente por pequenos produtores, em cerca de cinqüenta municípios do Rio Grande do Sul, alcançando em 2006 uma área plantada de 152 mil hectares (ABRAF, 2007). Originária da Austrália e da Tasmânia, é uma árvore pioneira de rápido crescimento e vida curta (SHERRY, 1971), eficiente fixadora de nitrogênio (AUER e SILVA, 1992) e indicada para recuperação de áreas degradadas (KANNEGIESSER, 1990).

Para atender à legislação sobre a restauração da cobertura vegetal nativa em áreas de preservação permanente (APPs) que tiveram essa vegetação suprimida, plantações de acácia-negra localizadas dentro de APPs estão sendo abandonadas em pé ou após a realização da colheita florestal. Nos dois casos, essas áreas são mantidas sem intervenções para a recuperação da cobertura vegetal nativa. Nessas áreas, a capacidade de estabelecimento de uma regeneração natural é um indicador da evolução da APP para oferecer os serviços ambientais de proteção dos mananciais e restabelecimento da biodiversidade original, bem como contribuir para alcançar a pretendida sustentabilidade.

Plantações florestais podem apresentar as mesmas funções das florestas secundárias no restabelecimento da riqueza de espécies florestal de áreas degradadas (LUGO, 1997), sendo considerada uma opção viável para acelerar o processo de recuperação e restauração da produtividade, biodiversidade e outros serviços ambientais dessas áreas (PARROTTA et al., 1997a).

Povoamentos florestais monoespecíficos de Eucalyptus (CALEGARIO et al., 1993; SILVA Jr. et al., 1995; NERI et al., 2005), Pinus (LOMBARDI e MOTTA Jr, 1992; ANDRAE et al., 2005) e Tectona grandis L. f. (HEALEY e GARA, 2003) apresentaram uma elevada regeneração natural, com apreciável diversidade de espécies florestais nativas.

Leguminosas arbóreas podem funcionar como facilitadoras da sucessão natural em áreas degradadas, pela capacidade dessas espécies em melhorar as condições dos sítios. Campello (1999) comparou a regeneração natural em plantios de leguminosas nativa (Sclerolobium paniculatum Vogel) e exótica (Acacia mangium Willd.), e de não-leguminosas nativa (Goupia glabra Aubl.) e exóticas (Eucalyptus citriodora Hook. e Eucalyptus pellita F. Muell.) em área degradada pela remoção total do horizonte A (área de empréstimo). Esse autor (ibidem) concluiu que a regeneração natural das espécies nativas foi beneficiada pelo plantio de leguminosas arbóreas, independentemente de ser nativa ou exótica.

A regeneração de espécies arbóreas nativas nas plantações florestais está condicionada à oferta de propágulos e a capacidade desses em se estabelecerem e se desenvolverem nas condições ambientais do sítio. A oferta de propágulos está em função da distância e da qualidade da fonte e dos agentes dispersores. Em área de restauração florestal em Trombetas, PA, Parrotta et al. (1997b) concluiram que quanto maior a distância da floresta primária menor foi a abundância e diversidade de espécies.

A composição e estrutura florística da regeneração de espécies nativas em um sub-bosque de Eucalyptus saligna Sm. dependeu das características edáficas e da proximidade de fontes de propágulos (SARTORI et al., 2002). NAPPO et al. (2000) encontraram influências significativas das variáveis edáficas sobre a densidade e diversidade da regeneração natural em plantio de Mimosa scabrella Benth. implantado para reabilitação de uma área minerada.

A qualidade da fonte de propágulos refere-se à riqueza de espécies da vegetação circunvizinha. A diversidade das espécies nativas encontradas na regeneração de povoamentos florestais normalmente é menor que a encontrada na vegetação nativa próxima (HEALEY e GARA, 2003; SAPORETTI Jr. et al., 2003; NERI et al., 2005), porém esses povoamentos também podem receber propágulos de fontes mais distantes (CHADA et al., 2004). Em regiões tropicais, a disseminação de sementes por animais é a forma predominante de dispersão de propágulos, tendo essa síndrome um papel fundamental na diversidade florestal de áreas recolonizadas (WUNDERLE Jr., 1997).

Por outro lado, algumas espécies florestais exóticas podem se tornar invasoras de ambientes, mantendo uma população de plantas na área da plantação, pelo recrutamento de novos indivíduos (RICHARDSON et al., 2000), e impedir ou retardar a regeneração natural das espécies nativas (REIS et al., 1999). Nesse sentido, a acácia-negra é considerada uma espécie invasora (HENDERSON, 2003; LOWE et al., 2004), com potencial de causar significativos danos ambientais e econômicos a biodiversidade de ecossistemas naturais (HEAR, 2005).

Diversas características biológicas da acácia-negra a capacitam como invasora de ambientes naturais, dentre os quais se destacam: floração aos 2 anos e grande produção de sementes a partir de 5 anos de idade (SHERRY, 1971; STEIN e TONIETTO, 1997), sementes apresentam dormência, permanecendo viáveis por longos períodos (MARTINS-CORDER et al., 1999; Pieterse e Boucher, 1997), queima e distúrbios no solo induzem germinação e o estabelecimento de plantas (PIETERSE e BOUCHER, 1997) e capacidade de adaptação a uma grande variedade de ambientes (KANNEGIESSER, 1990). No entanto, a dispersão das sementes da acácia-negra ocorre sobretudo por gravidade, estando limitada a pequenas distâncias (HEAR, 2005). É uma espécie exigente em luz direta para germinação de sementes e crescimento das plântulas, não invadindo áreas com solo coberto pela vegetação nativa (campos e florestas secundárias), desde de que não ocorra uma perturbação do ambiente que exponha o solo à plena luz (MOCHIUTTI et al., 2007).

O objetivo deste trabalho foi avaliar a regeneração natural de espécies florestais em um povoamento de acácia-negra estabelecido há 16 anos em uma área ripária e verificar a capacidade dessa espécie em manter uma população de plantas na área.

MATERIAL E MÉTODOS

Área de estudo

O estudo foi realizado na região da Encosta do Sudeste, município de Cristal, RS, situado entre as coordenadas geográficas de 31º 07' de latitude Sul e 52º 03' de longitude Oeste, a uma altitude em torno de 100 m acima do nível do mar. O clima da região, segundo a classificação de Köppen, é do tipo Cfa, com precipitações anuais em torno de 1.300 mm, apresentando no ano déficit hídrico em 7 a 23 mm, temperatura média de 18 ºC, mínima absoluta de -5,0ºC e 24 dias com geadas durante o ano (Rio Grande do Sul, 1994). A cobertura  vegetal  é  formada  pela  transição  entre  a  Floresta  Estacional   Semidecidual,  Estepe Gramíneo-Lenhosa e Formações Pioneiras (Veloso et al., 1991; IBGE, 2004).

A área em estudo, com cerca de 1,0 ha, é uma pendente com aproximadamente 6% de inclinação, localizada dentro de uma área de preservação permanente e possuía cobertura original de mata de galeria, estando, em sua maior parte, circundada por florestas secundárias (Figura 1). Essa área foi utilizada por plantios de acácia-negra nas décadas 70 e 80 do século passado, sendo a última intervenção realizada em 1989, com a colheita e plantio de uma nova rotação de acácia-negra, no espaçamento de 1,5 x 3,0 m (2.222 plantas/ha). Esse plantio foi abandonado sem ser cortado, portanto o povoamento original de acácia-negra estava com 16 anos de idade quando foi realizado este estudo. O solo da área caracteriza-se pela presença do horizonte B textural (Argissolo) a uma profundidade de 60 cm nos três quartos superiores da pendente e apresenta um aumento da umidade do solo na direção ao curso d’água.

Levantamento florístico e fitossociológico

O estrato arbóreo (árvores com circunferência a 1,3 m de altura – CAP ≥ 15 cm) foi avaliado em 12 parcelas de 10 x 10 m (100 m2), totalizando 1.200 m2 ou 12% da área total. Essas parcelas foram demarcadas em quatro blocos de 10 x 30 m, contendo três parcelas cada um, dispostos transversalmente a maior pendente e alocados de maneira a abranger o gradiente de drenagem do solo existente na área (Figura 1). O bloco 1 foi localizado no quarto inferior da pendente (maior umidade) e o bloco 4 no quarto superior (menor umidade) e os blocos 2 e 3 intermediários a estes. A distância entre o bloco 1 (parte inferior) e o bloco 4 (parte superior) é de aproximadamente 150 m. No levantamento do estrato arbóreo, foram medidas a altura e CAP de todos os indivíduos com CAP ≥15 cm.

O estrato de regeneração natural (indivíduos de 0,3 m de altura a CAP <15 cm) foi amostrada em duas subparcelas de 3 x 3 m, marcadas em vértices opostos de cada parcela do levantamento do estrato arbóreo. O estrato de regeneração natural foi dividido em três classes de altura: I = 0,3 a 1,0 m de altura, II = 1,0 m a 3,0 m de altura e III = 3,0 m de altura a CAP <15 cm. A classe de altura I foi avaliada em uma das subparcelas (9 m2) e as classes II e III nas duas subparcelas (18 m2). Foi anotada a altura de todos os indivíduos de espécies arbóreas.

A identificação das espécies foi realizada por meio de material botânico coletado, contou com o auxilio de especialistas do Departamento de Botânica da UFRGS e do Jardim Botânico de Curitiba, e de comparações de exsicatas dos herbários dessas duas instituições. A confirmação da grafia das espécies e nome dos respectivos autores foi feita pelo site do Missouri Botanical Garden (www.mobot.org).

Análise de dados

Na análise fitossociológica dos estratos arbóreo e de regeneração natural (total e nas três classes de altura) foram calculados, no software Microsoft Excel 2002, os seguintes parâmetros: porcentagem de cobertura por família e densidade, freqüência, dominância e valor de importância por espécie, conforme Mueller-Dombois e Ellenberg (1974). Também foi estimada a diversidade específica dos estratos arbóreo e de regeneração natural, pelo índice de Shannon (H’), utilizando-se a base logarítmica natural, sendo os resultados expressos em nats/indivíduos (MAGURRAN, 1988).

Para a análise da estrutura vertical foi elaborado um histograma com a distribuição dos indivíduos encontrados em oito classes de altura, com intervalo de 3 m, apresentados graficamente pelo logaritmo natural do número de indivíduos/ha. Para essa análise, foram definidas quatro posições sociológicas: estrato superior (18 a 24 m de altura), intermediário (12 a 15 m de altura), inferior (6 a 12 m de altura) e de regeneração natural (0,3 a 6 m de altura).

As espécies encontradas foram agrupadas em três síndromes de dispersão (anemocórica, autocórica e zoocórica), com base nas características dos frutos e sementes; e três grupos ecológico (pioneira, clímax exigente de luz e clímax tolerantes a sombra), definidos segundo a classificação de Swaine e Whitmore (1988), modificada por Oliveira Filho (1994). A classificação das espécies por categoria de dispersão e grupo ecológico baseou-se em dados da literatura, notadamente Lorenzi (1992 e 1998), Carvalho (1994, 2003 e 2006), Backes e Irgang (2002), Reitz et al. (1988) e em observações diretas e experiência de campo dos autores.

A classificação de espécies em grupos ecológicos é dificultada pelos diferentes critérios utilizados por diversos autores, o que leva uma mesma espécie ser classificada em grupos distintos, bem como, ao fato de que uma espécie, dependendo de suas características genéticas, pode apresentar diferentes comportamentos diante de condições ambientais distintas, uma vez que essas respostas não se dão para um único fator do meio isoladamente.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Composição e diversidade florística

Na Tabela 1, está apresentada a relação das espécies encontradas, em ordem alfabética por família e gênero, com respectivos grupos ecológicos, tipos de dispersão e número de indivíduos amostrados nos estratos arbóreo e de regeneração natural. Uma síntese das informações dos parâmetros fitossociológicos é apresentada na Tabela 2. Houve suficiência amostral, conforme demonstrado na Figura 2, na qual se verifica a estabilização da curva do número de espécies partindo da parcela 8, tanto do estrato arbóreo como do estrato de regeneração natural.

No estrato arbóreo (árvores com CAP ≥15 cm) foram encontradas 26 espécies nativas pertencentes a 14 famílias botânicas (Tabela 2). O valor do índice de diversidade de Shannon para espécies foi de H’ = 2,60, considerando as parcelas como um todo, e de 1,70 para a média das parcelas, com variação entre 1,01 a 2,38. As famílias com o maior número de espécies no estrato arbóreo foram Flacourtiaceae, Myrsinaceae e Myrtaceae que apresentaram três espécies cada

No estrato de regeneração natural (indivíduos de 0,30 m de altura a CAP <15 cm), verificou-se uma redução do número de indivíduos, espécies e famílias amostradas e do índice de diversidade, à medida que se aumentou a classe de altura das plantas (Tabela 2). Considerando o total das três classes de altura do estrato de regeneração natural, foram encontradas 49 espécies distribuídas em 23 famílias botânicas (Tabela 2). O índice de diversidade de espécies, para as parcelas como um todo, foi de H’ = 3,03 e nas parcelas variou de 1,75 a 2,81, com média de 2,33. A família Myrtaceae apresentou maior riqueza, com dez espécies no estrato de regeneração natural, seguida pelas famílias Euphorbiaceae, Flacourtiaceae, Lauraceae, Meliaceae, Myrsinaceae e Sapindaceae, com três espécies cada.

No inventário florestal contínuo do Rio Grande do Sul da região da Floresta Estacional Semidecidual, mesma região fitogeográfica deste trabalho, verificou-se que os estágios iniciais da sucessão secundária apresentaram 41 espécies pertencentes a 25 famílias botânicas e índice de diversidade de H’ = 1,74, tendo como critério de inclusão plantas com CAP ≥ 3,0 cm (SEMA, 2001). Na regeneração natural (CAP entre 3 e 30 cm) de estágios sucessionais médio e avançado do mesmo inventário encontraram-se 58 espécies de 26 famílias botânicas, com índice de diversidade de H’ = 1,80. Entre as vinte espécies mais abundantes encontradas no inventário, dez espécies aparecem entre as de maior freqüência na regeneração natural do presente trabalho.

A diversidade da regeneração natural citada para diversas plantações florestais é de difícil comparação, por causa das diferenças metodológicas, como a área amostrada, limites para a inclusão de indivíduos, tamanho e idade do povoamento, fitogeografia da região, base logarítmica utilizada, etc. No entanto, a maioria dos valores de diversidade encontrados na literatura indica que essas plantações não impedem o desenvolvimento de espécies nativas em seu sub-bosque.

Para povoamentos de Eucalyptus spp.,  Sartori et al. (2002) citam valores de H’ entre 0,76 a 3,75. No Rio Grande do Sul, Andrae et al. (2005) encontraram variações de H’ entre 1,3 a 3,5 para plantações de Pinus spp. em pequenas propriedades. A  regeneração  natural  em  sub-bosque  de  Mimosa scabrella apresentou H’ = 2,85 (NAPPO et al., 2000) e em sub-bosque de três leguminosas arbóreas H’ variou entre 1,90 e 2,59 (CHADA et al., 2004).

TABELA 1: Lista das espécies nativas e número de indivíduos amostrados nos estratos arbóreo e de regeneração natural de um povoamento de acácia-negra, em Cristal, RS.

TABLE 1: List of native species and number of individuals sampled in an tree and natural regeneration strata sampled in a black-wattle plantation, in Cristal, RS, Brazil.

Família/Espécie

GE

Disp.

Estratos

Arbóreo

Regeneração natural

B1

B2

B3

B4

B1

B2

B3

B4

Anacardiaceae

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  Lithraea brasiliensis March.

CL

Zoo

 

1

 

 

 

1

 

 

  Schinus terebinthifolius Raddi

P

Zoo

1

 

 

 

2

 

 

 

Arecaceae

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  Syagrus romanzoffiana (Cham.) Glassm. 

CL

Zoo

 

 

 

 

 

1

2

 

Asteraceae

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  Dasyphyllum spinescens (Less.) Cabrera

-

Ane

 

 

 

 

1

1

 

 

  Gochnatia polymorpha (Less.) Cabrera

P

Ane

5

2

3

5

 

 

3

2

Bignoniaceae

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  Tabebuia heptaphylla (Vell.) Tol.

CL

Ane

 

 

 

 

 

2

1

2

Boraginaceae

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  Cordia ecalyculata Vell.

CL

Zoo

 

 

1

 

4

 

4

1

  Patagonula americana  L.

CL

Ane

 

1

 

 

 

1

3

6

Celtidaceae

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  Trema micrantha (L.) Blume

P

Zoo

 

 

 

 

2

 

 

 

Euphorbiaceae

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  Alchornea triplinervia  (Spreng.) Müll. Arg.

CL

Zoo

1

 

 

 

1

 

 

 

  Gymnanthes concolor (Spreng.) Müll. Arg.

CS

Aut

 

 

 

 

1

 

 

 

  Sebastiania brasiliensis Spreng.

CS

Aut

 

 

 

 

1

 

 

 

Fabaceae

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  Inga sp.

-

Zoo

 

 

 

 

3

 

 

 

Flacourtiaceae

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  Banara sp.

-

Zoo

3

 

 

 

3

 

 

1

  Casearia decandra Jacq.

CL

Zoo

4

4

3

1

10

17

11

5

  Casearia sylvestris Sw.

P

Zoo

11

18

10

8

8

7

12

9

Lauraceae

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nectandra lanceolata Nees

CS

Zoo

 

 

 

 

3

 

3

1

Ocotea puberula (Rich.) Nees

CL

Zoo

7

 

 

 

4

2

4

1

Ocotea pulchella (Nees) Mez

CL

Zoo

1

 

 

 

8

6

2

2

Melastomataceae

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Miconia sp.

-

Zoo

 

 

 

 

2

1

 

 

Meliaceae

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Cabralea canjerana (Vell.) Mart.

CS

Zoo

4

 

 

 

4

 

 

 

Cedrela fissilis Vell.

CL

Ane

 

 

 

 

 

2

1

 

Trichilia claussenii C. DC.

CS

Zoo

 

1

 

 

1

3

1

 

Moraceae

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sorocea bonplandii (Baill.) W.C. Burger, Lanj. & Wess. Boer

CS

Zoo

 

 

 

 

2

 

 

 

Myrsinaceae  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  Myrsine coriacea (Sw.) R. Br. ex Roem. & Schult.

P

Zoo

1

 

1

 

2

5

6

11

  Myrsine lorentziana (Mez) Arechav.

CL

Zoo

9

2

8

1

13

34

32

17

  Myrsine umbellata Mart.

CL

Zoo

 

 

1

6

 

 

7

23

Continua ...

TABELA 1: Continuação ...

TABLE 1: Continued ...

Família/Espécie

GE

Disp.

Estratos

Arbóreo

Regeneração natural

B1

B2

B3

B4

B1

B2

B3

B4

Myrtaceae

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  Blepharocalyx salicifolius (Kunth) O. Berg

CL

Zoo

 

 

 

 

 

1

6

1

  Eugenia uniflora L.  

CL

Zoo

 

1

 

 

 

5

1

3

  Eugenia sp.

-

Zoo

 

 

 

 

4

 

 

 

  Myrcia glabra (O. Berg) D. Legrand

CS

Zoo

5

 

 

2

50

12

6

2

  Myrcia sp.

-

Zoo

 

1

 

 

4

 

1

 

  Myrcianthes gigantea (D. Legrand) D. Legrand

CL

Zoo

 

 

 

 

6

3

 

 

  Myrcianthes pungens (O. Berg) D. Legrand

CS

Zoo

 

 

 

 

1

 

 

 

  Myrciaria tenella (DC.) O. Berg

CL

Zoo

 

 

 

 

 

 

2

 

  Psidium cattleyanum Sabine

P

Zoo

 

 

 

 

 

2

 

 

Myrtaceae 1

-

Zoo

 

 

 

 

3

 

 

 

Rosaceae

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  Prunus sellowii Koehne

CL

Zoo

1

 

 

 

2

 

1

1

Rubiaceae

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  Faramea marginata Cham.

CS

Zoo

 

 

 

 

96

3

7

 

  Guettarda uruguensis Cham. & Schltdl.

CS

Zoo

 

 

 

 

1

 

 

 

Rutaceae

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  Zanthoxylum hyemale A. St.-Hil.

P

Zoo

 

5

 

 

 

 

 

1

  Zanthoxylum petiolare A. St.-Hil. & Tul.

CL

Zoo

2

12

6

 

4

5

2

6

Sapindaceae

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  Allophylus edulis (A. St.-Hil., Cambess. & A. Juss.) Radlk.

P

Zoo

2

 

 

 

2

3

9

5

  Cupania vernalis Cambess.  

CL

Zoo

 

 

 

 

 

4

 

3

  Matayba elaeagnoides Radlk.

CL

Zoo

4

 

 

 

5

 

1

 

Symplocaceae

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  Symplocos uniflora (Pohl) Benth.

CS

Zoo

1

2

 

 

3

 

 

3

Thymelaeaceae

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  Daphnopsis racemosa Griseb.

CS

Zoo

 

 

 

 

22

3

2

2

Tiliaceae  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  Luehea divaricata Mart.

CL

Ane

 

1

 

 

 

7

1

 

Verbenaceae

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  Vitex megapotamica (Spreng.) Moldenke

CL

Zoo

 

 

 

 

1

 

 

 

Em que: GE = grupo ecológico; P = pioneira; CL = clímax exigente de luz; CS = clímax tolerantes à sombra; Disp. = tipo de dispersão; Ane = anemocórica;  Aut = autocórica; Zoo = Zoocórica; B1, B2, B3, B4 = respectivamente os blocos 1, 2, 3 e 4.

TABELA 2: Parâmetros fitossociológicos dos estratos arbóreo e de regeneração natural obtidos em um povoamento de acácia-negra, em Cristal, RS.

TABLE 2: Phytosociological parameters of the tree and natural regeneration strata obtained in a black-wattle plantation, in Cristal, RS, Brazil.

Parâmetros

Estrato

arbóreo1

Estrato de regeneração natural2

I

II

III

Total

Densidade das espécies nativas (ind/ha)

1.408

38.241

8.565

2.361

49.167

Densidade da acácia-negra (ind/ha)3

225

0

0

0

0

Área basal das espécies nativas (m2/ha)

9,66

-

-

-

-

Área basal da acácia-negra (m2/ha)3

9,39

-

-

-

-

Indivíduos amostrados de espécies nativas

169

413

185

51

649

Número de famílias na sucessão natural

14

22

17

12

23

Número de espécies na sucessão natural

26

45

34

18

49

Índice de diversidade de Shannon (H’)

2,60

2,95

2,93

2,51

3,03

Em que: 1 = Árvores com CAP ≥15,0 cm; 2 = Classes de altura: I (0,3 a 1,0 m), II (1,0 a 3,0 m) e III (3,0 m de altura e até CAP <15 cm); 3 = Plantas vivas + mortas em pé.

Apesar da dificuldade de comparações de índices de diversidade, os valores encontrados para parcelas individuais neste trabalho são similares aos reportados para a regeneração natural de estágios sucessionais iniciais, médio e avançado da Floresta Estacional Semidecidual do Rio Grande do Sul (SEMA, 2001) e estão acima da média aos citados para sub-bosques de diversos povoamentos florestais, considerando as parcelas como um todo.

Estrutura dos estratos arbóreo e de regeneração natural

No estrato arbóreo (árvores com CAP ≥15 cm) foram mensurados 169 indivíduos de espécies nativas, que representam uma densidade estimada de 1.408 ind/ha e uma área basal de 9,66 m2/ha (Tabela 2). Foram encontradas somente cem árvores vivas/ha de acácia-negra, que representam apenas 4,5% da densidade de plantio do povoamento. As plantas mortas em pé de acácia-negra totalizaram 125 ind/ha, sendo verificada uma grande quantidade de árvores mortas caídas (não-avaliadas).

A Acacia mearnsii (Fabaceae) apresentou a maior porcentagem de cobertura (33,4%) do estrato arbóreo, seguida pelas famílias Flacourtiaceae (24,5%), Myrsinaceae (11,7%) e Rutaceae (10,3%), as quais participaram com 79,9% da cobertura total. As dez espécies que tiveram os maiores valores de importância no estrato arbóreo foram: Casearia sylvestris Sw. (53,6), Acacia mearnsii – plantas vivas (43,1), Acacia mearnsii – plantas mortas (40,3), Myrsine  lorentziana  (Mez)  Arechav.  (24,7),  Zanthoxylum petiolare A. St.-Hil. & Tul. (24,6), Gochnatia polimorpha (Less.) Cabrera (17,4), Casearia decandra Jacq. (13,9), Myrsine umbellata Mart. (11,3), Ocotea puberula (Rich.) Nees (9,0) e Myrcia glaba (O. Berg) D. Legrand (7,9). A contribuição dessas espécies resultou em 81,9% da soma total do valor de importância (Tabela 3). A Casearia sylvestris apresentou a maior densidade e freqüência, enquanto que a Acacia mearnsii a maior dominância, pelo maior diâmetro das árvores.

As famílias com maior porcentagem de cobertura no estrato de regeneração natural (indivíduos de 0,3 m de altura a CAP <15 cm) foram Myrsinaceae (23,3%), Myrtaceae (17,1%), Rubiaceae (16,3%) e Flacourtiaceae (13,4%); a participação dessas famílias representou 70,1% da cobertura total. Na classe de altura I (0,3 m a 1,0 m) do estrato de regeneração natural foi estimada uma densidade total de 38.241 ind/ha (Tabela 2), tendo destaque as seguintes espécies: Faramea marginata Cham., Myrsine lorentziana, Myrsia glabra, Casearia decandra, Daphnopsis racemosa Griseb., Myrsine coriacea (Sw.) R. Br. ex Roem. & Schult., Allophylus edulis (A. St.-Hil., Cambess. & A. Juss.) Radlk., Casearia sylvestris e Ocotea pulchella (Nees) Mez (Tabela 4). Unidas, estas espécies representam 71,7% da densidade total.

TABELA 3: Estrutura do estrato arbóreo em um povoamento de acácia-negra, em Cristal, RS.

TABLE 3: Structure of the tree stratum in a black-wattle plantation, in Cristal, RS, Brazil.

Espécies

DAP

h

FA

DA

DoA

VI

(cm)

(m)

(%)

(ind/ha)

(m2/ha)

Casearia sylvestris

9,2

6,6

100

392

2,9

53,6

Acacia mearnsii – plantas vivas

25,3

19,5

58

100

5,4

43,1

Acacia mearnsii – plantas mortas

17,9

-

67

125

4,0

40,3

Myrsine lorentziana

7,8

6,8

75

167

0,9

24,7

Zanthoxylum petiolare

8,4

7,4

58

167

1,2

24,6

Gochnatia polymorpha

10,4

5,9

42

125

1,3

17,4

Casearia decandra

6,1

6,7

50

100

0,3

13,9

Myrsine umbellata

7,1

6,1

33

58

0,3

11,3

Ocotea puberula

10,8

9,3

25

58

0,5

9,0

Myrcia glabra

5,9

6,5

33

58

0,2

7,9

Zanthoxylum hyemale

8,3

7,6

25

42

0,2

6,9

Cabralea canjerana

14,6

10,3

17

33

0,6

6,5

Matayba elaeagnoides

7,4

8,2

25

33

0,1

5,6

Symplocos uniflora

10,1

6,8

17

25

0,2

4,5

Myrsine coriacea

5,6

6,5

17

17

0,0

3,8

Banara sp.

5,0

6,8

17

25

0,1

3,5

Alchornea triplinervia

21,2

10,0

8

8

0,3

3,0

Prunus sellowii

21,0

14,0

8

8

0,3

2,9

Allophylus edulis

5,4

5,5

8

17

0,0

2,3

Cordia ecalyculata

4,8

4,5

8

8

0,0

1,9

Myrcia sp.

7,0

7,0

8

8

0,0

1,8

Ocotea pulchella

6,4

4,5

8

8

0,0

1,8

Trichilia claussenii

7,2

9,0

8

8

0,0

1,7

Eugenia uniflora

6,1

6,0

8

8

0,0

1,7

Lithraea brasiliensis

6,0

5,0

8

8

0,0

1,7

Luehea divaricata

4,8

4,0

8

8

0,0

1,7

Patagonula americana

5,4

6,0

8

8

0,0

1,6

Schinus terebinthifolius

5,9

8,0

8

8

0,0

1,5

Em que: DAP = diâmetro médio a 1,30 m de altura; h = altura média; FA = freqüência absoluta; DA = densidade absoluta; DoA = dominância absoluta; VI = valor de importância.

A densidade total estimada da classe de altura II (1,0 a 3,0 m) foi de 8.565 ind/ha, merecendo destacar as seguintes espécies: Myrsine lorentziana, Myrcia glabra, Casearia sylvestris, Myrsine umbellata, Faramea marginata, Casearia decandra, Daphnopsis racemosa e Zanthoxylum petiolare, que contribuíram com 68,7% da densidade total. Na classe de altura III (3,0 m de altura a CAP <15,0 cm), a densidade total foi estimada em 2.361 ind/ha. Representando 70,6% dessa densidade estão as seguintes espécies: Casearia decandra, Myrsine umbellata, Myrsine lorentziana, Casearia sylvestris, Myrcia glaba e Zanthoxylum petiolare.

Considerando  o  estrato  de  regeneração  natural  como um todo (indivíduos de 0,3 m de altura a CAP > 15,0 cm), as dez espécies de maior densidade foram: Faramea marginata, Myrsine lorentziana, Myrsia glabra, Casearia decandra, Daphnopsis racemosa, Casearia sylvestris, Myrsine coriacea, Myrsine umbellata, Allophylus edulis e Ocotea pulchella, que representam juntas 72,8% da densidade total (Tabela 4).

TABELA 4: Densidade e freqüência absoluta do estrato de regeneração natural em um povoamento de acácia-negra, em Cristal, RS.

TABLE 4: Absolute density and frequency of the natural regeneration stratum in a black-wattle plantation, in Cristal, RS, Brazil.

Espécie

Densidade (ind/ha)

Freqüência (%)

Classe I1

Classe II

Classe III

Total

Faramea marginata

8.426

602

93

9.120

66,7

Myrsine lorentziana

5.000

1.667

278

6.944

100,0

Myrcia glabra

4.352

926

139

5.417

91,7

Casearia decandra

2.222

417

463

3.102

75,0

Daphnopsis racemosa

1.852

417

0

2.269

66,7

Casearia sylvestris

1.204

833

231

2.269

91,7

Myrsine coriacea

1.852

139

46

2.037

83,3

Myrsine umbellata

556

694

417

1.667

41,7

Allophylus edulis

1.389

139

46

1.574

66,7

Ocotea pulchella

1.111

185

93

1.389

58,3

Zanthoxylum petiolare

648

324

139

1.111

83,3

Ocotea puberula

833

93

0

926

66,7

Cordia ecalyculata

741

46

0

787

33,3

Myrcianthes gigantea

556

139

0

694

41,7

Eugenia uniflora

556

139

0

694

50,0

Cupania vernalis

556

46

0

602

33,3

Patagonula americana

278

231

93

602

33,3

Blepharocalyx salicifolius

463

139

0

602

33,3

Nectandra lanceolata

463

93

0

556

50,0

Luehea divaricata

278

185

46

509

33,3

Tabebuia heptaphylla

463

0

0

463

33,3

Gochnatia polymorpha

370

0

46

417

25,0

Matayba elaeagnoides

278

139

0

417

33,3

Symplocos uniflora

278

139

0

417

25,0

Banara sp.

278

46

0

324

16,7

Prunus sellowii

278

46

0

324

25,0

Eugenia sp.

278

46

0

324

8,3

Myrtaceae 1

278

0

0

278

16,7

Cabralea canjerana

185

46

46

278

16,7

Syagrus romanzoffiana

278

0

0

278

25,0

Myrcia sp.

93

139

46

278

25,0

Trichilia claussenii

93

185

0

278

25,0

Inga sp.

185

46

0

231

25,0

Psidium cattleyanum

185

0

0

185

8,3

Schinus terebinthifolius

185

0

0

185

8,3

Cedrela fissilis

93

46

46

185

16,7

Sorocea bonplandii

185

0

0

185

8,3

Trema micrantha

185

0

0

185

16,7

Dasyphyllum spinescens

185

0

0

185

16,7

Myrciaria tenella

93

0

46

139

16,7

Miconia sp.

0

93

46

139

25,0

Zanthoxylum hyemale

93

0

0

93

8,3

Myrcianthes pungens

93

0

0

93

8,3

Continua ...

TABELA 1: Continuação ...

TABLE 1: Continued ...

Espécie

Densidade (ind/ha)

Freqüência (%)

Classe I1

Classe II

Classe III

Total

Gymnanthes concolor

93

0

0

93

8,3

Guettarda uruguensis

93

0

0

93

8,3

Vitex megapotamica

93

0

0

93

8,3

Lithraea brasiliensis

0

46

0

46

8,3

Sebastiania brasiliensis

0

46

0

46

8,3

Alchornea triplinervia

0

46

0

46

8,3

Em que: 1 = Classe (I = 0,3 a 1,0 m de altura; Classe II = 1,0 a 3,0 m de altura; Classe III = 3,0 m de altura a < 15 cm de CAP).

A densidade total de 49.167 ind/ha no estrato de regeneração natural observada neste trabalho é superior à relatada em outras plantações florestais. Chada et al. (2004) encontraram uma densidade de 2.915 ind/ha na regeneração natural de um reflorestamento com leguminosas arbóreas, tendo como critério de inclusão indivíduos com altura a partindo de 0,4 m. No sub-bosque de Minosa scabrella em área minerada foram encontrados 30.410 ind/ha com altura ≥0,3 m (NAPPO et al., 2004). A densidade da regeneração natural de uma clareira da Floresta Estacional Semidecídua foi de 36.136 ind/ha, também com altura ≥0,3 m (RONDON NETO et al., 2000).

A maior densidade da regeneração natural encontrada neste trabalho pode ser atribuída à melhoria das condições ambientais do sub-bosque proporcionadas pela deposição de grande quantidade de serapilheira rica em nutrientes, especialmente o nitrogênio (SCHUMACHER et al., 2003); abertura de clareiras pela mortalidade e queda da maioria das árvores de acácia-negra que já completaram seu ciclo de vida; bem como, boa disponibilidade de propágulos. Dessa forma, a acácia-negra pode ser considerada como uma espécie facilitadora da regeneração natural, podendo ser utilizada na recuperação da cobertura florestal de áreas em que a vegetação nativa tenha dificuldade de regeneração, em conseqüência de condições desfavoráveis de solo.

Quanto à análise da estrutura vertical, foram definidas quatro posições sociológicas (Figura 3). O estrato superior, com altura de 18 a 24 m, é formado exclusivamente pela acácia-negra (100 ind/ha), árvores remanescentes do plantio original. O estrato intermediário, com 12 a 15 m de altura, agrupou poucos indivíduos de Prumus  sellowii Koehne,  Casearia  sylvestris  e Ocotea puberula,  bem  dispersos  na  área (25 ind/ha), não sendo encontradas árvores com altura entre 15 e 18 m. O estrato inferior, com altura de 6 a 12 m, concentrou a maior parte das plantas (1.631 ind/ha) do estrato arbóreo (CAP ≥15,0 cm), sendo formado exclusivamente por espécies nativas. Por último, ficou definido o estrato de regeneração  natural, com 0,3 a 6,0 m de altura, que apresentou um grande número de plantas (48.919 ind/ha), também formada exclusivamente por espécies nativas.

Um resultado que merece destaque é a ausência absoluta de plantas de acácia-negra nos estratos intermediário, inferior e de regeneração natural, indicando que, no período depois do estabelecimento da plantação, não houve regeneração da espécie, e como as plantas remanescentes do plantio original estão em senescência, em pouco tempo não deverão ser encontrados indivíduos vivos de acácia-negra na área. Isso afasta a possibilidade da acácia-negra tornar-se invasora desse ambiente e vir a prejudicar o desenvolvimento da regeneração natural, conforme citado por Espindola et al. (2005) para a utilização de espécies exóticas na recuperação ambiental. O sub-bosque de Acacia auriculiformis A. Cunn. Ex. Benth., Acacia mangium e Mimosa tenuiflora (Willd.) Poir. também não apresentou regeneração dessas espécies (CHADA et al., 2004). Porém, o mesmo fato não tem ocorrido em plantios de Leucena e Pinus.

Plantio de Leucaena leucocephala (Lam.) de Wit. apresentou 98% da regeneração natural composta por indivíduos desta espécie (FREIRE et al., 2000). Andrae et al. (2005) encontraram, em média, 33.000 plantas/ha de Pinus spp. no sub-bosque dessa espécie, no entanto, observaram que a distribuição entre os povoamentos avaliados foi bastante irregular.

Esses resultados indicaram que a acácia-negra não é uma invasora de ambientes antrópicos de mata ripária da Floresta Estacional Semidecidual, desde que haja disponibilidade de propágulos para o estabelecimento de espécies nativas. Segundo Richardson et al. (2000), uma espécie deve ser considerada invasora de um determinado ambiente quando sustenta uma população durante vários ciclos de vida e que seja capaz de ocupar áreas vizinhas ao povoamento original. Neste trabalho, constatou-se que a acácia-negra foi incapaz de regenerar na área em que foi inicialmente plantada, bem como não se expandiu para os fragmentos florestais circunvizinhos. Além  do mais, permitiu uma exuberante regeneração de espécies nativas em seu sub-bosque e, dessa forma, pode ter contribuído para a ocorrência de um modelo facilitador da sucessão secundária (CONNELL e SLATYER, 1977).

Entretanto, a utilização da acácia-negra para restauração de áreas degradadas apresenta a restrição da formação de um banco de sementes dessa espécie no solo, que permanecem viáveis por vários anos (PIETERSE e BOUCHER, 1997). Caso o ambiente em restauração ou áreas circunvizinhas sejam expostos a perturbações que exponha o solo à plena luz, essas sementes poderão originar uma nova população de plantas e iniciar um processo de invasão da acácia-negra (MOCHIUTTI et al., 2007).

Estratégia de dispersão e de crescimento

Das espécies amostradas, 84% (41) possuem dispersão zoocórica, 12% (6) anemocórica e 4% (2) autocórica (Tabela 1). A predominância de espécies zoocóricas na regeneração natural também foi observada no sub-bosque de Pinus (LOMBARDI e MOTTA JÚNIOT, 1992) e Eucalyptus (NERI et al., 2005). Considerando o número de indivíduos, verifica-se que 95,9% das plantas da regeneração natural apresentaram dispersão zoocórica, 3,8% anemocórica e somente 0,3% a síndrome autocórica. A dispersão de sementes por aves foi facilitada pelos poleiros naturais formados pelas plantas mortas de acácia-negra existentes na área. A predominância da dispersão zoocórica contribuiu para a alta diversidade da regeneração natural observada neste trabalho e indica que mesmo plantações localizadas mais distantes de fragmentos nativos podem apresentar uma diversificada regeneração natural em seu sub-bosque.

O grupo ecológico predominante no sub-bosque do povoamento de acácia-negra foi o das espécies clímax exigente de luz, que apresentou a maior densidade relativa no estrato arbóreo (46%) e nas classes II (54%) e III (69%) do estrato de regeneração natural (Figura 4). A proporção indivíduos de espécies pioneiras foi de 43% no estrato arbóreo, reduzindo-se no estrato de regeneração natural para 14%. O contrário ocorreu com as espécies clímax tolerantes a sombra, que representaram 8% dos indivíduos do estrato arbóreo e 42% da classe I do estrato de regeneração natural. A maior proporção de plantas de espécies exigentes de luz no estrato arbóreo e na classe mais alta do estrato de regeneração natural e o ingresso de indivíduos de espécies tolerantes a sombra nas classes de menores tamanho do estrato de regeneração natural indica o avanço do processo de sucessão florestal na área do povoamento de acácia-negra

CONCLUSÕES

O povoamento abandonado de acácia-negra proporciona uma abundante e diversificada regeneração de espécies florestais nativas em seu sub-bosque, sendo capaz de restabelecer boa parte da riqueza florística original, podendo ser indicada para ativar mecanismos que facilitem a regeneração natural de áreas degradadas.

As espécies nativas que apresentam o maior valor de importância no estrato arbóreo são Casearia sylvestris, Myrsine lorentziana, Zanthoxylum petiolare, Gochnatia polimorpha, Casearia decandra, Myrsine umbellata, Ocotea puberula e Myrcia glaba. No estrato de regeneração natural, destacam-se, pela maior densidade de plantas, Faramea marginata, Myrsine lorentziana, Myrsia glabra, Casearia decandra, Daphnopsis racemosa, Casearia sylvestris, Myrsine coriacea, Myrsine umbellata, Allophylus edulis e Ocotea pulchella

A síndrome de dispersão zoocórica é a predominante entre as espécies presentes no sub-bosque do povoamento de acácia-negra, que pode ter sido responsável pela alta diversidade florística encontrada neste trabalho.

A sucessão florestal encontra-se em um processo de evolução, no qual ocorre uma maior densidade de espécies exigentes de luz nos estratos superiores e um ingresso de indivíduos tolerantes a sombra na classe inferior da regeneração.

A alta mortalidade das plantas da  plantação  original  e  a  ausência  absoluta  da acácia-negra no sub-bosque indicam que essa espécie não se constitui numa invasora da mata ripária da Floresta Estacional Semidecidual, desde que haja disponibilidade de propágulos de espécies nativas para recolonizar a área.

AGRADECIMENTOS

Ao Sr. Arlindo Debatini, pelas informações do histórico da área e identificação do nome popular das espécies. Aos colegas Marcos Behling, Jéferson de Oliveira e Ademir Luís da Silva pelo auxilio nos trabalhos de campo e na coleta e preparação do material botânico. Aos pesquisadores J. G. Kray, J. A. Jaerenkow e J. Budke, pela contribuição na identificação taxonômica das espécies.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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